segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Diário de bordo completo! ATACAMA - Chile

Dia 26/12/06
Saímos de casa as 7:20a.m. Deixei a chave de casa na Thais, avisei o porteiro sobre as correspondências, deixei um bilhete com algumas coisas para a Néia, coloquei gelo nas bebidas e pé na estrada! O tempo estava bem fechado. Eu e o Paulo decidimos parar de fumar a partir de hoje. O Paulo estava um pouco ansioso, me explicando onde estavam os documentos, a chave reserva do carro, a grana, como se alguma coisa fosse acontecer. Paramos num posto, já na BR para encontrar com nossos companheiros de viagem: meus pais e mais um casal de amigos, a Carla e o Álvaro. Compramos um radinho walkie talkie para facilitar a comunicação entre os dois carros. Entregamos um para o meu pai e partimos.
Gravei um Cd com músicas variadas para não enjoar e não precisar ficar trocando. Saimos ouvindo Lenny Kravitz. Adoro ouvir música nos momentos importantes... é a trilha sonora da vida!
E essa viagem é mais um marco pra mim. Pra quem sofria com a Síndrome do Pânico, que não podia sair de casa, que precisava sempre de um banheiro por perto... ir para o Deserto do Atacama, não é brincadeira, hein? Eu mesma fiquei admirada com a minha coragem. (Parabéns pra mim!!) Pois bem, eu estava bem amparada por tudo que poderia precisar em qualquer crise... meu sogro e a Laura me deram um penico de presente!! E ainda uma barraquinha para montar meu próprio toilet no deserto! Com direito a papel higiênico e muito lencinho umidecido!! E ainda levei maracujina, florais, reservas de Lexapro, e mantras para meditação! Tava pronta.
Então... passamos por muitos pedágios. E por vários momentos com vontade de fumar! Mas agüentamos firme. O Paulo mascou chiclete, tomou RedBull, comeu chocolate e assim fomos sem cigarros.
As nuvens foram aumentando deixando o céu cada vez mais carregado. Eram 9 horas da manhã quando paramos no Anila, perto de Irati para comer e fazer um xixi stop. Mais pedágios, Marisa Monte, Paralamas, mais pedágios. Ao meio dia almoçamos no Restaurante do Hotel Palmeiras em Laranjeiras. Um bom lugar para parar. Banheiros limpos, um buffet com comidinha simples, mas tudo bem limpinho. E tem também rodízio de carnes pra quem quiser. Só que o garçon não sabe contar direito quantos buffets e quantos rodízios foram na mesa.
Minha mãe veio pro nosso carro para assistirmos o dvd da Marisa. Passamos por mais pedágios, ouvimos Wish You Were Here, e mais pedágios...
Liguei para a mulher que ficou com a Lady para saber como ela estava. Já estou com saudades!! Mais pedágios, música irlandesa, mãe dormindo.
4:30 p.m. Chegamos à Foz do Iguaçu. Paramos no HSBC para fazer um câmbio e seguimos viagem. Eram 5 :30 pm quando passamos pela fronteira Brasil / Argentina. Passamos por pedágio de novo, mas agora em pesos e muuuito mais barato.
Dormimos em El Dorado. Encontramos uma pousadinha bem bacana, chamada Cabañas Don Juan. Jantamos no Patacolo. Neste dia começou a comilança de pães. Tanto na Argentina como no Chile, em todos os restaurantes, antes da refeição vem uma cestinha de pães, sempre quentinhos, muuuito bom! Mas dificilmente recebíamos um pratinho para comer este pão... era na mesa, na toalha. Neste patacolo então, se não pedíssemos um prato, que pediu carne ía comer num prato de madeira, tipo uma tábua de carne redonda! A comida era bem gostosa. O Paulo começou aqui seus dias de vida carnívora!
Dormimos bem, acordamos cedo, tomamos café da manhã com media luna e dulce de leche.
Na saída os dois carros prontos, um esperando pelo outro achando que faltava alguma coisa. Ainda bem que perguntei o que estávamos esperando! Saímos às 7: 50 rumo à Presidencia Roque Sanz Peña. Mal sabíamos nós o que nos aguardava! Pois bem... para passar o tempo até minhas unhas eu fiz durante a viagem. Entre 11 horas e meio dia paramos num super bem grande que tinha numa cidade no caminho. E assim mais um longo percurso cheios de paradas, banheiros fedidos, trocas de Cds, etc. A temperatura estava aumentando cada vez mais. Eram 3 horas da tarde e o termômetro mostrava 36ºC. Estávamos na região do Chaco. Vínhamos inclusive imaginando o porquê daquela região chamar-se Chaco.... acreditamos muito no fato de que o "chaco" fica caído de tão quente! O céu limpo, solzão de meu deus, e a estrada só reta.
Já eram 5 da tarde, já tínhamos passado muito calor, muita estrada reta, celular sem sinal, muitos cds depois.... chegamos em Pcia. Roque Sanz Peña - Chaco - Argentina. Que inferno!! 39ºC às 5 horas da tarde!! Uma cidade suja, feia e muito, mas muito quente. Bafão total! Saímos à caça de um hotel... minha gente, que dificuldade! Um pulgueiro mais muquifo que o outro. Só pra ter uma idéia, num deles, o Álvaro entrou pra ver o quarto e voltou todo mordido de pulgas!! Após uma busca sem sucesso, optamos pelo menos pior! Depois de tomar um banho sem tirar as havaianas do pé, perguntamos na recepção pelo melhor restaurante da cidade. Assim, entre aquele caos, tínhamos esperança de comer bem em algum lugar daquela cidade. O cara nos recomendou o Don King. Chegando lá, não conseguimos sentar lá dentro devido ao bafo e ao fedor. Sentamos nas mesas lá de fora. Quando a gente viu a sujeira da toalha, acho que todos perderam o apetite. O garçom veio e ainda colocou uma pior em cima daquela, e nos troxe um cardápio que era uma folha borrada de gordura e sujeira. Eu não tive coragem de to9mar meu refri naquele copo, os outros ainda foram firme até o fim da cerveja quente! Graças ao bom alá, ao pedir informações sobre os ítens do cardápio, ele nos agraciou com a informação de que os mantimentos ainda não tinham chegado para o jantar!! Isso eram quasse 9 horas!! Pedimos a conta e fomos embora. No final das contas encontramos um lugar bem bacana, limpinho e com uma parrillada gostosa. Comemos bem e fomos dormir. O Paulo, que tem pavor de bom ar, estas coisas que dão cheiro no ambiente, entrou no quarto borrifando meu spray de lavanda contra o ar condicionado mequetrefe tentando amenizar o fedor do quarto! A sorte que estávamos todos cansados e capotamos! Dormi de roupa, brinco relógio e tudo.
Na manhã seguinte partimos. 28/12/2006 Enquanto eu esperava o Paulo sacar dinheiro no Nuevo Banco Del Chaco (vcs vão ver nas fotos que "nuevo"!), fiquei observando o trânsito pra ver se entendia, mas parecia não haver muita regra num cruzamento... todo mundo atravessa e ninguém olha pra lado nenhum. Simplesmente vai atravessando. Não dá pra entender como não se batem todos juntos!! Bem o importante é que saímos daquela cidade!!
Mais estrada... paradas para xixi, abastacer, etc. No caminho um lindo campo de girassóis! Parecia que era para alegrar nossos olhos depois de conhecer Sanz Roque!! Connsegui dormir um pouco. 10 horas, um guarda nos parou. No meio da estrada, entre nada e coisa nenhuma, um guardinha no asfalto. Muito estranho! Na beira da estrada, uma casinha bem simples, sem identificação alguma, era o "posto policial". Tirei foto, inclusive das bicicletas debaixo das árvores, que imagino sejam as viaturas! Só podiam ser! Aproveitei a parada para mais um xixi. E foi aí que meus olhos viram o banheiro mais nojento até hoje, meu nariz sentiu o pior fedor até hoje. Um horror mesmo! Meu pai, que estava do lado de fora esperando a vez, achou que eu tava passando mal, mas o barulho era só a minha tentativa de respirar lá dentro! O Álvaro entrou com a camiseta amarrada na cabeça, tampando nariz e boca. Insuportável o fedor.
O tal guardinha perguntou aos motoristas, um por vez, se tinham vários ítens obrigatórios... alguns nem muito compreendidos, mas todos respodiam que sí, sí sí.... No final da conversa, o fdp pediu una contribuicion para la pintura! hahahahaha.... foi a piada do dia. E lá se foram alguns "pesos" do nosso bolso.
A viagem continua. O céu agora estava nublado, bem carregado de nuvens. 27ºC e a estrada ainda reta! Este foi o único trecho que passamos por alguns buracos. E lá por 11horas acíram alguns pingos de chuva. Bem poucos. Acho que eles não conseguem chegar até a atmosfera do Chaco! Mais uma parada para xixi e abastecer, e conhecemos um grupo de motoqueiros brasileiros indo para Machu Pichu.
Umas 2 horas paramos num posto e ufa!, um banheiro limpo! As mulheres sempre ficavam no aguardo do relatório da primeiro. Quando tinha papel já era considerado luxo!
Mais estrada. Montanhas à vista e muitas borboletas amarelas colorindo a beira da estrada. O céu foi limpando cada vez mais e a estrada um retão!
Eram umas 3 e meia quando foi me batendo um sono desesperador... daqueles que vem um caminhão de sono e vc não consegue dormir. É cansaço, eu acho. Vontade de sair correndo do carro e gritar cheeeeeeeega!! Mas faltavam só mais uns 100 km pra chegar ao destino do dia. Logo que passamos no pedágio "Estacion Cabeza de Buey" chegamos à Salta. Uma cidade maior, bem bonitinha, dá pra se dizer. E logo encontramos um hotel para ficar. Aqui o trânsito era aquela mesma loucurada... não tem sinal, nem preferencial. Mais tarde descobrimos que a regra é "meter la trompa" e quem passar primeiro tá certo! Quem bater no lado de um carro é que paga. Que loucura!
A praça de Salta é bem bonita, cheio de prédios antigos. Jantamos na Cava de Piedra.
Salteados de Lomo de Llama con verduras de Estación. Acompañados de chips de batata.
Hum... uma delícia. Mas a sobremesa.... Húmedo de chocolate con helado de Albahaca, rúcula y menta con salsa de frutas rojas al vino tinto. Terrível!!! Eca. Meu pai provou e disse que tinha gosto de querosene!!
29/12/06
Tomamos café e saímos visitar o Mercado de Artes. Por lá bateu uma insegurança de pânico e tive que pedir um "baño". Quando perdi o Paulo de vista chorei feito criança quando perde a mãe no shopping. Depois sentei na grama lá fora para me recuperar. Saímos para almoçar. Aqui tem hora da ciesta. Fecha tudo e só volta a abrir às 5. Visitamos a catedral e voltamos para o Hotel. Dormimos até às 8:30 e saímos para comer.
30/12/06
Acordamos às 5. Até às 7 eu e o Paulo já tínhamos tomado banho, café e estávamos prontos. Fechamos a conta no hotel, carregamos o carro e quando íamos partir... o carro do meu pai não pegou. Os homens foram atrás de mecânico, mas aqui o comércio só abre das 9 às 12 e das 17 às 21. Por isso demoraram para encontrar alguém. Enquanto consertavam o carro fui atrás de lanas e agujas para tecer (lãs e agulhas de tricô). Voltamos ao hotel e os homens chegaram com os carros. Na saída o carro morreu de novo e tivemos que voltar ao mecânico. Calor. Eu e minha mãe voltamos na loja de lãs. No caminho de volta compramos uma caixinha de cerejas... deliciosas. Fomos almoçar de novo no Patriarca. Voltamos para a oficina, carro beleza, pé na estrada. Agora rumo à São Pedro do Atacama! No caminhop paramos em Susques para abastecer. O único posto do caminho. É no meio do nada. Nada pra lá, nada pra cá, a bem ali um posto de gasolina, um banheiro limpíssimo e cheirosinho, por incrível que pareça, e um hotelzino. Seguimos adiante, e vimos paisagens maravilhosas. Chegamos à duana da Argentina, carimbamos a saída e só depois fomos avisados que a duana do Chile já estaria fechada ao chegarmos lá. Seriam mais 2 horas de estrada. Então voltamos à Susques para dormir. Naquele hotelzinho no meio do nada.
Fiquei impressionada com o cuidado do lugar, tudo cheio de detalhes, bem enfeitadinho e limpinho. Fomos super bem atendidos lá. O impressionante é o silêncio. Deitamos na cama e nada se ouvia. Já estávamos no deserto.
Ah, esqueci de citar que ao chegarmos na duana agrentina não passei muito bem. Saí muito rápido do carro, e lá dentro era apertado e abafado enquanto lá fora fazia muito frio. estávamos na altitude máxima da viagem. Dor de cabeça, tontura e enjoos. O Paulo nem conseguiu dormir nesta noite com falta de ar.
31/12/06 Acordamos às 6. Banho, café e estrada. Muito frio à noite e ainda pela manhã. Paisagens lindas de novo, agora tudo mais seco. Fizemos algumas paradas para fotos.
Eram 11:30 quando completamos 2900 km de viagem! Chegamos a San Pedro de Atacama!!
Passamos pela aduana chilena e por sorte pegamos um cara gente boa que não nos fez tirar todas as malas como muitos ali estavam fazendo.
Logo encontramos nosso hotel: Tolache. bem gostoso. na chegada tomamos um Pisco Souer, de benvenidas. Descarregamos o carro e almoçamos.
Visitamos o museu, passeamos pela cidade e fomos surpresos pela chuva!! Chegamos ao deserto e choveu!! 10 minutos, mas choveu! Duas crianças faziam festa na rua, e a mulher da loja onde nos abrigamos estava admirada. Saía na porta, ficava olhando e dizendo "olha que lindo, que lindo!". Fomos dormir um pouco e acordamos 8:30. Tomamos banho e comemoramos nós 6 com uma champagnota pra fazer o aquecimento do ano novo!
Fomos para um restaurante para passar a virada. Um lugar bem diferente, que me lembrou cenas de filme.
Durante o passeio pela cidade durante o dia eu já tinha observado que eu muitos lugares haviam bonecos de pano, mas não sabia o que significava. à noite descobrimos que é tradição aqui, escrever num papel tudo o que vc não quer mais deste ano que passou, colocar no boneco e queimar tudo numa fogueira à meia noite. E então, eu queimei a ANSIEDADE de 2006. Chega, tchau! E assim comecei meu ano novo! Que venha 2007!
01/01/2007
Acordamos um pouco mais tarde hoje, às 9. O Paulo se realizou no café da manhã pedindo Uevos Revueltos!! Como ele sempre diz em casa! E na chegada também ele usou uma expressão que não imaginava usar um dia, quando a moça da recepção perguntou quem era Paulo: "Soy yo!"
Saímos fazer um passeio. Passamos por uma pequena cidade, uma vila, chamada Tocomano, Outra Taconal, onde vimos Flamingos, Socaire e visitamos o Salar. Vale a pena conferir as fotos!
02/01/07
Acordamos às 3 e pouco antes das 4 o Antonio (guia) passou nos pegar de van para o passeio nos Geisers. A estrada é de chão batido, tudo ainda muito escuro e a impressão é que estamos passando por cima de costelas. A estrada é realmente perigosa pra quem não conhece. Muitos abismos, buracos, etc. Valeu a pena. Chegando lá em cima fomos conhecer os Geisers e tomamos café da manhã preparado pelo nosso guia: café, sanduíche, leite quente e ovos cozidos na água dos geisers!
Na parte onde vimos os maiores geisers, forma-se uma piscina que dizem que quem toma banho lá rejuvenesce 15 anos! Então, galera, esse ano completo 15, ouviu? Sim, porque eu não ía embora antes de entrar naquela água quentinha! O frio lá em cima é de lascar! Mas eu tirei toda a roupa por baixo da toalha, vesti o biquini e fui! Depois fizemos mais um passeio pela região, para conhecer os animais silvestres dali.
Conhecemos o Viscaya, um coelhinho marron que nos confunde no meio das pedras, burros selvagens, vicunhas, patinhos, lhamas, flamingos, etc. O cenário parecia de desenho animado. Parecia tudo muito bem desenhado! A graminha verdinha, fininha, as lhamas de xuquinhas coloridas, os riachinhos passando entre elas... só vendo!
Fomos à uma "cidade" chamada Machuca. 40 habitantes. O propósito era comer empanadas que vendem por lá que dizem ser deliciosas; mas o lugar estava fechado, pois toooda a população de Machuca estava em reunião na igreja!
Na volta deste passeio todos capotaram no hotel. Eu não consegui dormir fui tomar um sol na piscina. Na água é impossível de entrar, muito gelada! Depois eu dormi enquanto eles foram passear. Depois fomos todos no vale da Lua.
O lugar mais lindo da viagem. Veja nas fotos! Um lugar maravilhoso; deserto de areia, pedras e sal. Subi uma duna quase até o topo, e depois soube que não poderia ter feito. Há caminhos certos à seguir dentro do Vale. Depois subimos a duna de volta, agora pelo caminho certo, para ver o por do sol lá de cima. Fomos eu e meus pais. O Paulo, Álvaro e Carla só resolveram subir depois. A paisagem lá de cima é uma coisa inexplicável. Recarreguei minhas energias neste lugar!
Jantamos no Milagro e capotei!
03/01/07
Acordamos às 9, tomamos café e ficamos na piscina tomando uma champagnota com a vista para a cordilheira dos andes! Soubemos que a estrada estava fechada por causa da neve, depois da grande nevasca durante a noite.
Almoçamos no restaurante Casona, onde a garçonete não anota nada e erra todo o pedido. De volta ao hotel, enquanto meu pai e o Paulo foram fazer um passeio a cavalo aproveitei para arrumar as malas. As mulheres preferiram ir às compras. À noite fui comprar café en polvo, delicioso, para trazer. Jantamos de novo no CKunna, o mesmo onde passamos o Reveillon.
04/01/07
Carregamos o carro, tomamos café e saímos. na duana chilena ficamos um tempão na fila. Um grupo de americanos furou a fila e meu pai deu ilção de moral e xingou em 3 línguas! Rimos muito depois. A duana argentina desta vez foi mais tranquila, e seguimos com parada em Susques para abastecer. Os carros e os passageiros. Almoçamos lá. Já perto de Salta optamos por um caminho alternativo, um pouco parecido com a estrada da graciosa. Eu, o Paulo e minha mãe rimos muito passando trote pelo rádio pros outros dizendo pra olhar o macaco. Era o Paulo que estava gritando feito macaco pela janela!
Começou a chover faltando uns 25 km de Salta. A temperatura hoje durante a viagem variou de 6ºC a 30ºC. Chegamos em Salta e ficamos no mesmo hotel Marilian. Mas o quarto não era tão bom quanto o primeiro. O Paulo que já estava cansado, perdeu o humor já na recepção quando teve que preencher toda a fica de volta. A mesma de 5 dias atrás. Resultado: profissão ufologista, endereço rua das couves, etc. E quando entramos no quarto então e viu que o ar condicionado naõ estava esfriando nada, ficou p. de vez. Calorão. Fomos jantar no Patriarca. Comi um monte! Todo mundo já tava meio de saco cheio. Sobrevivemos ao jantar, voltamos para o hotel, eu e o Paulo trocamos de quarto e capotamos. Vi comments no blog mas não consegui atualizar.
05/01/07
Hoje o Paulo já acordou mais bem humorado, todo animadinho de novo! Toammos café e voltamos dormir enquanto meu pai foi ver se estava tudo ok com o carro para seguir viagem.
10 horas saímos. Paramos para abastecer e comprar hielo para as bebidas.
11 horas, já 33ºC. Tricô, música, estrada. Quase 1:00p.m. e a temperatura em 36ºC; às 4 horas 37º e às 5:15, no pampa de los Guanacos, 39ºC
Passamos de volta pelo posto policial suspeito. E às 6 passamos por Pampa Del Infierno. Não é inferno à toa. 35ºC às 6 da tarde!
Já eram 9:20 da NOITE quando chegamos em Corrientes com 33ºC (trinta e três graus!!) Bafão total! Me senti em Camboriu. Uma cidade baforenta, trânsito e cheia de argentino! Procuramos hotel sem muito sucesso. Paramos num meio moquifo meio mequetrefe, onde preferi descer e subir do quinto andar pelas escadas! De frente para o Rio Paraná. A cidade é bonita, mas esqueceram o aquecedor ligado! jantamos ao lado do hotel. Tomei banho e capotei.
Levantamos, tomamos uma bosta de café e saímos. Aqui eles não usam prato para comer no café da manhã... o farelo é na mesa mesmo. Isso em quase todos os lugares que paramos. O café neste hotel era uma cesta de pão torrado, que devia ser o pão velho, manteiga e só!
10h acho que a viagem está ficando longa demais... as pessoas começam perder o humor, inclusive eu. Às 2 almoçamos em Posadas e no final da tarde chegamos em Puerto Iguazu. Dormimos no hotel Orquideas depois de jantar lá mesmo. ZZZZ.....
Eu e o Paulo acordamos uma hora antes do combinado, e achando que estávamos atrasados. Tomamos café, nos tocamos e tivemos que esperar todos.
Saímos +- 9 horas e paramos para almoçar em Laranjeiras. No final da tarde chegamos em casa!!!
TOTAL...........................................................................................................5.880km percorridos

Um comentário:

Anônimo disse...

Isso aí Leka, que show de relato!

Tive vários flashes da viagem, relembrando momentos agradáveis. O Vale da Lua realmente é tudo.

Só fiquei chateado de saber que os guarda AINDA continuam sacaneando os turistas no Chaco, 6 anos depois...

Mas é isso, sem roubada não tem história pra contar depois :)

Parabéns pela viagem e pela coragem de enfrentar o pânico! Ah muléca!

:*